Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, o número de cirurgias bariátricas no Brasil passou de 16.000, em 2003, para 60.000, em 2010. Com a popularização da cirurgia como método de emagrecimento, os cuidados posteriores a ela se tornaram cada vez mais importantes. Um dos principais motivos é a debilitação física consequente à mudança da anatomia.
"Nos primeiros três meses após a cirurgia ocorre perda de peso de forma rápida, o que pode ocasionar algumas debilidades se o paciente não for corretamente suplementado com vitaminas, minerais e proteínas", explica o cirurgião do aparelho digestivo Almino Ramos, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.
Além disso, um programa adequado de atividades físicas também é fundamental para que não haja perda da massa magra. Em adição, estudos recentes vêm demonstrando que a atividade física pode otimizar a perda de peso após a cirurgia bariátrica. O exercício físico estava associado com uma perda de peso maior - em média de 4 a 6 Kg - após a cirurgia de redução do estômago em comparação com o sedentarismo.
Exercícios Respiratórios
Até 30 dias depois da cirurgia as chances dessas complicações, como pneumonias, são maiores. Isso porque a alteração dos volumes e capacidades respiratórias normalmente volta ao normal cerca de 30 dias após a cirurgia.
Caminhadas Leves
Adotando um estilo de vida mais ativo
Na academia
Não podemos esquecer da importância do acompanhamento nutricional e da suplementação alimentar. "Sem a suplementação, o corpo não terá o 'material' necessário para a construção dos músculos".
Atenção: o exercício abdominal pode causar aumento da pressão abdominal, por isso, o ideal será após 60 dias da cirurgia.
O paciente bariátrico deve iniciar os exercícios respiratórios antes mesmo da cirurgia. No pós-operatório ele continua fazendo os exercícios no hospital, junto com o fisioterapeuta. É a chamada cinesioterapia respiratória. Eles são feitos com padrão respiratório e exercícios que envolvam os membros superiores e até aparelhos que estimulem a respiração profunda. Tudo isso melhora a expansão pulmonar, o padrão respiratório e a troca gasosa, evitando complicações respiratórias, como sou fisioterapeuta, sei bem a importância de tais exercícios.
O paciente bariátrico deve iniciar os exercícios respiratórios antes mesmo da cirurgia. No pós-operatório ele continua fazendo os exercícios no hospital, junto com o fisioterapeuta. É a chamada cinesioterapia respiratória. Eles são feitos com padrão respiratório e exercícios que envolvam os membros superiores e até aparelhos que estimulem a respiração profunda. Tudo isso melhora a expansão pulmonar, o padrão respiratório e a troca gasosa, evitando complicações respiratórias, como sou fisioterapeuta, sei bem a importância de tais exercícios.
Depois de duas a três horas da chegada do paciente no quarto ele já deve começar as caminhadas. Devemos sentar na beira do leito - com acompanhamento - e caminhar se os sinais vitais estiveram normais (frequência cardíaca, pressão arterial, pressão arterial, saturação de oxigênio e frequência respiratória). Essa mobilização precoce ajuda a diminuir a dor abdominal, pois aumenta o peristaltismo, mobilizando os gases que são injetados durante a cirurgia e melhora da função intestinal". A caminhada deve ser feita de três vezes por dia por 15 minutos.
Depois que começa a andar e fazer exercícios com acompanhamento do fisioterapeuta, o paciente segue se exercitando. "Com cerca de 30 dias de pós-operatório, é feita a passagem da reabilitação para um modo de vida mais ativo", explica a fisioterapeuta Juliana. "É feito o contato do fisioterapeuta com o educador físico para continuar o combate a perda de massa muscular e as consequentes flacidez, fraqueza e alterações posturais".
Essa é a hora de uma avaliação: se não houver contraindicações, o paciente já pode ir para a academia e fazer um treino misto, que inclua musculação e exercícios aeróbicos. A musculação, ou outro exercício que fortaleça a musculatura, é fundamental, pois previne a perda excessiva de massa muscular que pode acontecer em casos de emagrecimento acelerado. Além disso, essa atividade pode ajudar até a reduzir o excesso de pele e flacidez. No entanto, essa vantagem depende do biótipo individual e pode não acontecer. Vale uma conversa com o educador físico para o direcionamento do treino.
Essa avaliação deve ser feita em conjunto com o educador físico, fisioterapeuta e pelo nutricionista. A bioimpedância é um exame capaz de detectar as quantidades de massa muscular, de água e gordura no corpo. Esses três profissionais, ao lançarem mão desse exame, podem avaliar que tipo de matéria orgânica o paciente está perdendo e adaptar a alimentação, a suplementação e o treino para corrigir perdas de músculos, por exemplo.
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